VENHA CONHECER UM POUCO MAIS SOBRE INDÚSTRIA 4.0 E COMO ELA INFLUENCIA A ENGENHARIA MECÂNICA

 

       Durante o final do século XVIII, a Inglaterra passava por uma grande mudança que mudou o modo como a sociedade produzia e se comportava. Estamos nos referindo à Primeira Revolução Industrial.  Essa onda de mudança espalhou-se pela Europa nas décadas seguintes ao ponto de no século XXI o mundo vivencia uma nova Revolução, o qual é nomeado como a Indústria 4.0.

 

    Vamos abordar nesse texto um pouco da história das indústrias, e como elas se estenderam para a indústria 4.0. Vamos abordar também como ela está estruturada, além de discutir como ela influencia no futuro da engenharia, no novo perfil de um engenheiro e como ela impacta na sociedade.

 

O surgimento das indústrias

 

         A Primeira Revolução Industrial surge inicialmente na Inglaterra no final do século XVIII até o início do século XIX. Posteriormente, ela expandiu para alguns países como a França, a Bélgica, a Holanda, a Rússia, os Estados Unidos e a Alemanha. A utilização do carvão como fonte de energia foi o diferencial desse evento, além do motor a vapor, que posteriormente foi bastante explorado no setor locomotivo. Posteriormente, o avanço da ciência e o crescimento de uma sociedade cada vez mais consumista exigiu que os países industrializados desenvolvesse uma nova relação nos seus processos produtivos.

 

       A Segunda Revolução surge com essa proposta. Em um período de 95 anos (De 1850 até 1945), essa nova Revolução Industrial abrangeu as grandes potências mundiais, impactando e sendo impactada diretamente pelas duas Grandes Guerras Mundiais. Ela já desenvolvia os ramos da indústria química, petróleo e aço. Durante esse período, houve um grande avanço científico e tecnológico, permitindo o surgimento de grandes navios movidos a vapor, aviões de diferentes portes, a vasta produção de bens de consumo e da conservação de alimentos enlatados. Sua principal referência foi o desenvolvimento de motores elétricos, que impulsionou todo o ramo da indústria elétrica. Além disso, foi nesse período que surgiu o primeiro telefone eletromagnético, um dos percussores da revolução seguinte.

 

        Após o final da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e posteriormente o início da Guerra Fria (1945-1991) que trouxe uma nova configuração da sociedade, era necessário que a tecnologia tomasse novos rumos. Por influência de outros eventos (como por exemplo, a Revolução Verde) notamos que as indústrias passaram a direcionar sua linha de produção para os fatores técnicos, científicos e informacionais. O desenvolvimento dos controladores lógicos programáveis permitiu a automação inteligente dos processos produtivos. Esses foram os percussores dessa nova mudança gradativa. Agora, a tecnologia e a produção estão relacionadas.

 

         Então, sabendo que estamos passando por uma transformação no conceito de mercado, de tecnologia e de produção, qual é nosso atual cenário industrial? Que tipo de Revolução estamos atravessando?

 

 

O que é indústria 4.0

 

      Por fim, com a chegada do século XXI e o desenvolvimento crescente de novas tecnologias, alcançamos um novo patamar: a indústria 4.0, ou também conhecida como Manufatura avançada, que promete elevar a eficiência dos sistemas de produção ao torná-los cada vez mais autônomos, inteligentes e customizáveis.

Nessa Quarta Revolução, a quantidade de informações e a comunicação que é permitida entre os diferentes equipamentos e máquinas reformulou todo o conceito de sistema produtivo.

Ela vem se estruturando basicamente em três pilares:

  • Internet das Coisas

        Também conhecida como IoT — abreviação do termo original em inglês Internet of Things —, a Internet das Coisas chegou para revolucionar o mercado ao utilizar dispositivos eletrônicos embarcados para realizar conexões de rede em ambientes e objetos como eletrodomésticos, máquinas e veículos.

  • Big Data Analytics

        Com o avanço na internet e das redes, um número cada vez maior de informações é gerado, compartilhado e armazenado. Nesse cenário, a tecnologia de Big Data entra em ação para promover a captura e o gerenciamento desses dados de forma estratégica, tornando-se imprescindível às empresas dos mais diversos segmentos.

  • Segurança

       Por fim, com tantos importantes em rede, a segurança passa a ser primordial para garantir a proteção dos sistemas de informação, evitando que haja vazamentos, invasões ou mesmo falhas operacionais que prejudiquem o bom funcionamento dos equipamentos.

       Com isso, é possível desenvolver fábricas com um potencial para prever falhas nos processos, atualizar os sistemas de acordo com a demanda da produção e apontar a necessidade de manutenção dos equipamentos com autonomia e precisão.

      Desse modo, a indústria 4.0 traz a proposta de um novo sistema ciber-físicos. Esse sistema promove uma comunicação entre o virtual e o real, através de modelagens virtuais e futuras aplicações no real. Assim, os processos industriais e linhas de produção nas fábricas podem ser manuseados, controlados e observados virtualmente para testar eventuais riscos e falhas durante a execução.

       Outro destaque da indústria 4.0 é a capacidade de produzir produtos personalizados e projetos customizados. Ademais, a logística adaptativa dos sistemas produtivos podem se reorganizar constantemente para gerar diversas adaptações de um mesmo produto. O modelo de gestão e negócios, portanto, está acompanhando essa mudança, assim como um novo relacionamento entre as pessoas e o gerenciamento dos recursos e de profissionais capacitados.

 

Engenharia 4.0

 

       Com as mudanças trazidas pela indústria 4.0 para os processos de produção nas fábricas, na fabricação e também na operação de máquinas e outros equipamentos, surge também o conceito da Engenharia 4.0.

      Esse novo conceito chegou para transformar não apenas a rotina das fábricas, mas também o dia a dia dos profissionais, principalmente da Engenharia Civil, da Mecânica, da Química e da Computação.

       Ficar atento a essas mudanças e saber como se adaptar a elas, investindo em novos conhecimentos e fazendo uso das novas tecnologias, são fatores que vão fazer a diferença para quem quer conquistar os seus lugares de destaque na carreira.

      Podemos dizer que a Engenharia 4.0 é, basicamente, o passo seguinte na escala evolutiva dos processos produtivos. Para o engenheiro 4.0, isso significa um alinhamento harmônico com os principais adventos tecnológicos, e seus conceitos para serem aplicados nos seus ramos de atuação.

       Afinal de contas, a tecnologia permitiu que a indústria, em geral, encontrasse um equilíbrio pontual entre o aumento de produtividade sem que, no processo, perdesse qualidade ou aumentasse em demasia os custos. Algo que se percebe com a automatização, por exemplo, e com a popularização da internet das coisas, que tem mostrado cada vez mais ser uma das grandes revoluções dos próximos anos.

      O futuro das melhores práticas na engenharia está na Engenharia 4.0, a próxima revolução da engenharia. Este novo paradigma tem a ver com a mudança e a capacidade das empresas de responderem rapidamente às condições de um mercado cada vez mais dinâmico. Empresas que podem adotar rapidamente as ferramentas de engenharia mais modernas terão a vantagem sobre os concorrentes no que diz respeito aos processos de desenvolvimento de produto.

       O novo conceito remove as barreiras tradicionais que existem entre as várias fases de desenvolvimento do produto, permitindo que todos possam compartilhar dados entre todos os segmentos da empresa. Com todos trabalhando juntos, a inovação acontece mais rápido.

       Do chão de fábrica à gestão de projetos, novas ferramentas passam a fazer parte do cotidiano da Engenharia, como:

      Aplicativos que ajudam a listar e organizar rotinas de trabalho;

  • Softwares e plataformas que contribuem para o planejamento e a gestão de projetos;

  • Programas de desenho técnico e construção de modelos 3D;

  • Robôs que auxiliam o trabalho nas linhas de produção.

      Essas novas tendências têm impacto direto na atuação dos engenheiros, demandando profissionais mais qualificados que sejam capazes de lidar com os novos aparatos tecnológicos, deixando de executar tarefas repetitivas para atuar em áreas mais estratégicas.

       Esse cenário, na contramão do pensamento que enxerga a substituição de funcionários por máquinas — principalmente nas linhas de produção —, aponta para um futuro com boas oportunidades de crescimento no campo da Engenharia, principalmente nas áreas de mecânica e tecnologia da informação. Mas, deve se discutido qual será o perfil do novo profissional engenheiro, que assumirá esse processo.

 

Qual é o perfil do engenheiro 4.0

 

         Investir em novos conhecimentos é imprescindível para qualquer profissional que deseja se adaptar às mudanças trazidas pela indústria 4.0. Por isso, é muito importante ir além da graduação e investir em novos cursos de especialização de acordo com as demandas do mercado de trabalho.

       Dessa forma, você se mantém sempre atualizado, amplia o networking ao interagir com professores e outros alunos e ainda adquire um perfil multidisciplinar, altamente valorizado pelas empresas.

       A tendência é que o número de pessoas com alta qualificação aumente no mercado. “O papel do líder, por exemplo, passa a ser ainda mais importante. Em vez de controlar as horas de produção, ele alinhará as tarefas e fará a equipe trabalhar unida”, afirma Eduardo de Senzi Zancul, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

       A nova configuração dentro do trabalho do engenheiro, é esperado que ele desenvolva as seguintes características:

  • Boa comunicação interpessoal

     Transmitir orientações aos colaboradores forma clara e objetiva, fornecer feedbacks construtivos ou saber como apresentar sugestões aos superiores é um fator de suma importância que contribui com o aumento da produtividade e a excelência na realização das atividades diárias.

      Essa habilidade de comunicação também contribui para o estabelecimento de um bom relacionamento com toda a equipe, ajudando a manter um clima corporativo mais harmonioso e saudável.

  • Visão analítica

         Ter um olhar aguçado para captar e analisar as tendências não só da Engenharia, mas do mercado corporativo como um todo, é essencial para o crescimento do profissional atual, fazendo com que ele se adapte às mudanças de forma mais ágil e tranquila.

     Além disso, essa capacidade de avaliar as transformações da indústria também é extremamente importante para as empresas, ampliando o seu potencial competitivo diante da concorrência.

  • Planejamento estratégico

       Outra habilidade bastante valorizada é a capacidade de construir um planejamento bem estruturado e colocá-lo em prática com sucesso a partir de um cronograma preestabelecido e de acordo com os objetivos que a empresa deseja conquistar.

        Para isso, é importante que o profissional saiba aplicar as competências de comunicação e visão analítica que mencionamos anteriormente, junto à interpretação de dados, gráficos e tabelas para realizar um estudo do perfil do mercado e alinhar os projetos às tendências mais atuais.

     Será preciso também, por exemplo, aprender a trabalhar lado a lado com robôs colaborativos para aumentar a produtividade. Isso gera espaço para exercer funções mais complexas e criativas. O profissional não será responsável apenas por exercer uma parte específica da linha de montagem, mas por todo o processo produtivo.

          É preciso estar aberto a mudanças, ter flexibilidade para se adaptar às novas funções e se habituar a uma aprendizagem multidisciplinar contínua. “É muito importante ter uma visão ampla. E é nesse ponto que os profissionais já estão em falta”, afirma Gabriel Almeida, gerente de engenharia e logística da empresa de recrutamento Talenses.

      Ter uma visão multidisciplinar não significa que o conhecimento técnico perdeu importância no currículo. Uma formação acadêmica em engenharia da computação ou mecatrônica é importante, mas não é o suficiente. “As competências aprendidas em uma graduação valem por cada vez menos tempo. Técnica você aprende, mas atitude é algo intrínseco”, diz Ivar Berntz, sócio líder do setor automotivo da consultoria Deloitte. Gabriel Almeida, da Talenses, concorda: “É preciso se especializar em diversas frentes e conhecer um pouco de cada coisa. Tem que gostar de tecnologia, de inovação e, principalmente, ter curiosidade para aprender e acompanhar uma indústria que sempre se reinventa”.

     Levando em consideração o que foi exposto no relatório, fica claro a importância da engenharia 4.0 para o avanço da tecnologia e do novo conceito de indústria do futuro. Além da necessidade que o novo profissional tem em buscar se reinventar para adaptar-se as novas demandas do mercado.

      Venha conhecer o nosso serviço de projetos mecânicos, que está diretamente alinhado com a proposta da Indústria 4.0, entregando modelagem 3D e 2D, permitindo a interação do mundo virtual com sua aplicação real, através de simulações, análise de esforços do projeto e visualização dinâmica e prática de um produto que você deseja desenvolver do zero, ou até adaptar um sistema mecânico, incluindo um memorial descritivo técnico e um memorial de cálculo, denotando todo a realização do projeto.

 

Conheça nossos serviços e entre em contato com a gente para saber mais como a TM Jr. está inserida nessa nova relação de mercado.

 

 

 

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